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Saneamento, emprego e tecnologia

investimentos

22/08/2020 10h02
Por: R10 Maranhão
Saneamento, emprego e tecnologia
O Brasil precisa atrair investimentos nos próximos anos como forma de superar as dificuldades atuais impostas pela pandemia do novo coronavírus. Nos últimos meses, o número de trabalhadores desempregados superou o de empregados, reforçando a necessidade de medidas urgentes para alavancar a economia. A aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento chega em um momento importante e torna-se uma alternativa robusta na criação de trabalho e renda para milhares de brasileiros.

Dados divulgados pelo governo federal apontam a criação de 60 mil empregos para cada R$ 1 bilhão investido em saneamento. A nova legislação prevê investimentos entre R$ 500 bilhões e R$ 700 bilhões até 2033 para a universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Essa é uma oportunidade de melhorar a qualidade de vida de 100 milhões de brasileiros sem acesso à rede de esgoto e outros 35 milhões que ainda não contam com água limpa, além de oferecer oportunidade de trabalho para os milhares de desempregados.

Por outro lado, o Novo Marco Legal do Saneamento é uma oportunidade de impulsionar as empresas de engenharia brasileiras, que sofreram nos últimos anos com a forte queda nos empreendimentos de infraestrutura. Muitas delas, inclusive, enfrentaram a necessidade de demitir talentos formados nas principais instituições de ensino do país e outras, diante da penúria de investimentos, precisaram até mesmo fechar as portas.


Esse é um setor de destaque na economia brasileira e que conta com profissionais altamente especializados. A retomada dos empreendimentos com a aprovação do Novo Marco Legal pode voltar a impulsionar pesquisas e a criação de projetos pela engenharia nacional, reconhecida internacionalmente pela expertise desenvolvida durante décadas, e que transformou nossos profissionais em referência na área.

O setor de saneamento tem um grande potencial para atrair corporações com apetite para investimentos em curto, médio e longo prazos. Mesmo diante da crise, a demanda por água vai continuar com poucas alterações e esse é um atrativo para companhias nacionais e internacionais.

Esse é um momento de compromisso dos vários atores envolvidos com o saneamento básico brasileiro. Mais do que nunca, é preciso juntar forças e aproveitar a oportunidade de melhorar a qualidade de vida da população e impulsionar nossa economia.

(*) Luiz Pladevall é presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e vice-presidente da ABES-SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental).
 
   

 

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